Que estranho...
A felicidade, às vezes, fala palavrão.
Não por falta de educação. Por excesso de vida.
É quando o riso chega antes das palavras, a música invade o corpo, a família ocupa a casa, o abraço demora um pouco mais, o trabalho floresce no meio da festa e o futuro resolve mandar um convite sem pedir licença.
A alegria cresce tanto que o dicionário parece pequeno.
Então a emoção procura uma palavra mais larga, mais barulhenta, mais humana.
Não para ofender alguém.
Só para agradecer ao universo por um daqueles dias que a gente gostaria de colocar num pote, fechar bem a tampa e abrir de novo quando a saudade chegasse.
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