Márcio Cerbella – Inspiração e Estratégia
Conteúdos que despertam a criatividade, desafiam limites e impulsionam a inovação.
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Textos

Cerbella, O Pequeno Príncipe e a Rosa

Se o Cerbella tivesse que explicar quem é Márcio Cerbella para o planeta do Pequeno Príncipe e da Rosa 🌹

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Pequeno Príncipe, senta aí um pouquinho.

Rosa, pode ficar também. Aliás, você precisa ficar, porque algumas coisas que vou dizer só fazem sentido quando existe alguém que a gente escolheu cuidar.

Meu nome é Márcio Cerbella.

Mas pode me chamar de Cerbella. Fica mais simples. Márcio é o sujeito. Cerbella é o sujeito quando começa a inventar moda.

Sou um terráqueo.

Daqueles meio esquisitos.

Já passei dos sessenta e continuo fazendo perguntas que algumas pessoas abandonaram aos dez.

Por quê?

Por que não?

E se?

Pra quê?

Quem disse?

Precisa mesmo ser assim?

Essa última, então, já me meteu em cada confusão...

Descobri cedo que o normal é um lugar apertado demais para algumas ideias. Por isso gosto tanto de gente fora do normal. Não gente melhor. Nem pior. Gente que olha para uma coisa conhecida e consegue enxergar uma possibilidade que ainda não estava lá.

Na Terra, deram vários nomes para as coisas que faço.

Professor.

Pedagogo.

Consultor.

Mentor.

Palestrante.

Escritor.

Editor.

Empreendedor.

É muito nome para explicar uma coisa relativamente simples.

Eu gosto de gente.

Gosto de ideias.

E gosto especialmente do que acontece quando gente e ideias se encontram.

Às vezes nasce um livro.

Às vezes uma empresa.

Uma aula.

Uma viagem.

Um projeto.

Uma amizade.

Uma coragem que estava escondida.

Ou uma tremenda bobagem.

E tudo bem.

Bobagens também ensinam. Algumas, inclusive, ensinam mais do que certos cursos caríssimos.

Escrevo porque descobri que uma ideia dentro da cabeça ocupa espaço. No papel, ela ganha pernas.

E algumas fogem.

Já escrevi sobre empreendedorismo, inovação, educação, dragões, joaninhas, caranguejos, florestas, gente que não pede licença e até sobre a mania que temos de querer ser normais.

Continuo escrevendo.

Porque ainda não consegui descobrir onde as histórias acabam.

Viajo pelo mesmo motivo.

Já atravessei oceanos, subi montanhas, velejei, caminhei por cidades antigas, entrei em escolas, bibliotecas, empresas, igrejas, praças e lugares onde não entendia quase nada do que estavam falando.

Curiosamente, foram alguns dos lugares onde mais entendi coisas.

Descobri que viajar não serve apenas para conhecer outros lugares.

Serve para voltar diferente para o mesmo lugar.

Tenho uma queda especial pela Itália. Culpa dos antepassados, das histórias, da comida, das cidades, das pessoas e de alguma coisa que não sei explicar.

Ainda bem.

Coisas completamente explicadas perdem um pouco da graça.

Também gosto do mar.

No mar aprendi que controlar tudo é uma pretensão terrestre.

Você pode ajustar a vela, estudar o vento, escolher uma direção...

mas não manda no vento.

Talvez por isso eu goste tanto de empreendedorismo.

Empreender, para mim, nunca foi simplesmente abrir uma empresa.

É perceber possibilidades.

É fazer movimento.

É transformar alguma coisa que existe em alguma coisa que ainda pode existir.

E inovação?

Também complicaram bastante essa palavra na Terra.

Para mim, inovação não começa na tecnologia.

Começa numa pergunta.

“E se fizéssemos diferente?”

Depois vem outra pergunta ainda mais importante.

“Diferente para quê?”

Porque fazer diferente só para parecer moderno é apenas um jeito sofisticado de fazer bobagem.

Agora, Pequeno Príncipe, tem uma coisa que você provavelmente entende melhor do que muitos adultos.

Pessoas importam.

Minha família importa.

Meus amigos importam.

Meus alunos importam.

As pessoas que encontro pelo caminho importam.

E algumas pessoas passam a importar de um jeito que nenhuma lógica consegue explicar.

Você sabe disso por causa da sua Rosa.

A gente também tem nossas rosas na Terra.

O problema é que às vezes ficamos tão ocupados contando estrelas que esquecemos de regá-las.

Nisso você tem muito a nos ensinar.

Também acredito que educação não é encher alguém de respostas.

É ajudar a pessoa a produzir perguntas melhores.

Professor que sabe tudo me dá um certo medo.

Prefiro o que entra numa sala carregando conhecimento e sai carregando dúvidas novas.

É sinal de que alguma coisa aconteceu ali.

Aos sessenta e tantos, continuo começando coisas.

Isso parece causar certa estranheza em alguns terráqueos.

Eles inventaram uma ideia curiosa de que existe idade para começar e idade para terminar.

Nunca encontrei esse regulamento.

Então sigo.

Faço projetos.

Escrevo livros.

Dou palestras.

Crio histórias.

Viajo.

Aprendo.

Erro.

Mudo de ideia.

Amo.

Me decepciono.

Dou risada.

Começo novamente.

E não vejo contradição nisso.

Vejo vida.

Se eu tivesse que deixar uma ideia aqui no seu pequeno planeta, não seria uma fórmula.

Desconfio de fórmulas para viver.

Deixaria uma pergunta.

O que você está fazendo com aquilo que só você consegue enxergar do seu jeito?

Porque talvez nossa maior responsabilidade não seja caber no mundo.

Seja acrescentar alguma coisa a ele.

Uma ideia.

Uma história.

Um gesto.

Uma pergunta.

Uma coragem.

Uma pequena mudança.

Ou simplesmente cuidar direito de uma Rosa. 🌹

E se alguém perguntar quem foi esse tal de Márcio Cerbella que apareceu por aqui falando sem parar...

diga apenas:

Era um sujeito curioso que passou pela Terra tentando deixá-la um pouquinho mais interessante do que encontrou.

Já está de bom tamanho.

Agora preciso ir.

Tem uma ideia me chamando.

E você sabe...

ideia solta dá um trabalho danado.

Marcio Cerbella
Enviado por Marcio Cerbella em 04/09/2026
Alterado em 04/09/2026
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