Um pedaço de papel.
Uma folha em branco.
O que faço agora?
Posso escrever.
Posso desenhar.
Posso dobrar e fazer um avião.
Posso amassar e jogar fora.
Posso começar uma história.
Posso terminar outra.
Posso escrever um nome.
Uma palavra.
Um palavrão.
Uma saudade.
Posso fazer uma lista de tudo o que ainda quero viver.
Ou escrever bem grande aquilo que não quero mais.
Engraçado...
Chamamos de “folha em branco” como se nela não houvesse nada.
Mas há.
Há espaço.
E espaço é uma coisa danada de poderosa.
Porque enquanto está em branco,
a folha ainda pode ser tudo.
O difícil não é não saber o que fazer com o papel.
É perceber que, às vezes,
a vida coloca uma folha em branco na nossa frente...
e entrega a caneta pra gente.