

Não carrega mísseis.
Carrega pandeiros.
Não dispara ordens.
Solta pipas.

Enquanto os gigantes discutem fronteiras,
ele desenha rodas de samba no mapa.

Enquanto fabricam medo,
ele distribui lápis de cor.
Tem bola no convés.
Tem café passado na hora.
Tem violão desafinado.

A Copa acontece lá fora.
Aqui dentro,
cada passe vira abraço,
cada gol cabe em todo mundo.
E o submarino segue.
Mergulhando...
para reaparecer onde a esperança resolveu jogar bola.
