Logo eu.
Que vivo falando de sonhos, criatividade, inovação, projetos, livros, ideias e outras maluquices que insistem em não caber dentro da normalidade.
Mas hoje resolvi falar de gentileza.
Porque percebi que tem gente querendo mudar o mundo sem conseguir sorrir para o porteiro.
Querendo ensinar respeito sem respeitar opiniões diferentes.
Querendo construir pontes enquanto coleciona muros.
Aí complica.
Gentileza é uma tecnologia fantástica.
Não precisa de bateria.
Não depende de sinal.
Não exige atualização.
E funciona em praticamente todos os sistemas operacionais humanos.
Um abraço sincero continua sendo compatível com qualquer versão da alma.
Outro dia pensei que felicidade talvez seja andar por aí distribuindo pequenos presentes invisíveis.
Um elogio.
Uma palavra de incentivo.
Um "obrigado".
Um "como você está?".
Um "que bom que você existe".
Coisas simples.
Mas simples não significa pequenas.
Ubuntu já nos lembra há muito tempo a frase,
"Eu sou porque nós somos."
Traduzindo para o bom português do cotidiano,
ninguém fica verdadeiramente bem sozinho.
Somos feitos de encontros.
De trocas.
De afetos.
De risadas compartilhadas.
E de vez em quando de um café acompanhado de uma boa conversa e uma péssima dieta.
No fim das contas, talvez a vida seja uma enorme waka navegando pelo tempo.
Todos no mesmo barco.
Remando juntos.
Ou atrapalhando juntos.
A escolha continua sendo nossa.
Por isso sigo acreditando numa revolução silenciosa.
Menos gritos.
Mais escuta.
Menos certezas.
Mais curiosidade.
Menos dedos apontados.
Mais mãos estendidas.
E muitos, mas muitos sorrisos.
Porque tem dias em que a maior prova de inteligência não é ter razão.
É escolher ser gentil.
Ubuntu, waka, abraços e sorrisos.