Quando o inverno abre a porta,
todo frio perde a escolta.
Chega leve, bem contente,
aquecendo alma e gente.
Tem capuchino na caneca,
que a preguiça até desperta,
e o perfume pelo ar
faz a pressa cochilar.
Na mesa, o fondue fumega,
cada garfada aconchega.
Pão e queijo em união,
celebrando o coração.
Tem fogueira no quintal,
fogo de chão sem igual,
lenha canta, brasa dança,
acendendo a esperança.
Vinho branco, vinho tinto,
rosé leve e bem distinto.
Cada taça em harmonia
faz brilhar a companhia.
Limoncello em tom dourado,
um brinde alegre e gelado.
Chocolate quente ou em barra,
todo inverno logo amarra.
E se a noite vai chegando,
vem a prosa caminhando.
Pois o frio, no fim da conta,
mais aproxima do que afasta.
Entre luvas e cachecóis,
sob estrelas e faróis,
o sabor do bom inverno
faz do instante algo eterno.