Textos
Luma e a Natureza
Luma gostava de conversar com as árvores do sítio.
Às vezes contava segredos para o limoeiro.
Às vezes perguntava coisas importantes para as nuvens.
E quase sempre recebia respostas… mesmo que fossem respostas em forma de vento.
Billy, o cachorro caramelo, levava tudo muito a sério.
Se Luma dizia que existia um dragão atrás da bananeira, ele corria latindo como um verdadeiro guardião do reino.
Já Mingau, a gata, preferia observar o mundo como quem sabe coisas antigas que ninguém mais percebe.
Numa tarde meio dourada de sol, Luma resolveu criar o “Clube dos Amigos Invisivelmente Importantes”.
Billy entrou imediatamente.
Mingau fingiu que não ligava… mas sentou perto.
A regra era simples:
ninguém podia deixar o outro triste sozinho.
Então começaram a missão.
Quando Billy ficou assustado com trovões, Luma sentou ao lado dele no chão da varanda.
Quando Mingau apareceu quietinha depois de um dia inteiro sumida pelo quintal, Billy encostou o focinho nela como quem dizia:
“ainda bem que voltou.”
E quando Luma chorou baixinho porque sentia saudade de um abraço antigo, Billy colocou a cabeça em seu colo enquanto Mingau se enrolava em suas pernas.
O vento passou devagar pelo sítio.
As árvores balançaram como quem aprova certas amizades.
E naquele fim de tarde, sem ninguém perceber direito quando aconteceu, os três descobriram uma coisa importante:
há amizades que parecem pequenas…
mas conseguem iluminar uma casa inteira.
Marcio Cerbella
Enviado por Marcio Cerbella em 13/05/2026