Se um dia disserem
que você é estranho demais,
criativo demais,
sonhador demais...
agradeça.
Os planetas também são estranhos:
flutuam no nada
e ainda assim carregam oceanos.
O Pequeno Príncipe ensinou
que uma rosa pode justificar um universo inteiro.
E alguns livros,
aqueles meio rebeldes, meio mágicos,
ensinam algo ainda mais perigoso:
que pensar diferente
é a forma mais bonita de coragem.
Há páginas que não querem ser lidas.
Querem ser vividas.
Elas cochicham coisas como:
— plante perguntas;
— colecione espantos;
— domestique sonhos.
Porque o essencial, no fundo,
não é ver estrelas.
É aprender a cultivá-las dentro da cabeça
até que um dia
o mundo inteiro
pareça pequeno demais
para a sua imaginação.
E aí, meu amigo leitor,
você descobre
que ser fora do normal
é apenas outra forma
de ser extraordinariamente humano.