Há os corajosos,
que caminham mesmo com o medo no bolso,
sabendo que a coragem
não é ausência de tremor,
mas presença de propósito.
Há os fortes,
que não gritam vitória,
apenas permanecem.
Fortes são os que caem
e fazem do chão um professor.
Há os sonhadores,
esses teimosos do impossível,
que enxergam jardins
onde o mundo insiste em ver muros
e regam ideias com esperança.
Há os opressores,
prisioneiros do próprio vazio,
que confundem controle com poder
e tentam calar nos outros
o grito que não conseguem ouvir em si.
E há os felizes…
aaaah, os felizes!
Que não fazem barulho,
mas iluminam.
Não possuem tudo,
mas pertencem a si mesmos.
No fim, todos somos um pouco de cada,
em dias diferentes,
em dores e alegrias alternadas.
E crescer…
é escolher, sempre que possível,
ser abrigo,
ser sonho,
ser luz.