Abraço é porto seguro
quando o coração naufraga.
Não pergunta o que aconteceu,
não pede explicação,
não oferece solução.
Ele chega.
Envolve.
Silencia.
É mais que palavra,
é pausa.
No meio dos cacos,
o abraço vira descanso,
mesa improvisada
onde o coração se senta
pra respirar sem pressa.
Ali, os pedaços não são cobrados,
só acolhidos.
E quando chega a hora de colar,
não é pra voltar a ser o que era.
É pra nascer outro desenho,
com linhas novas,
história viva
e cicatrizes que agora
sabem amar.