No trono secreto que existe dentro da gente,
há um rei meio desajeitado, meio criança,
tentando governar tempestades internas
com coroas feitas de esperança.
Ele tropeça nos próprios medos,
assina decretos de coragem torta,
abre as janelas da alma
e deixa entrar o vento da porta.
Reinar sobre o mundo? Ah, isso é fácil…
difícil mesmo é domar o trovão que mora no peito,
negociar tratados com a ansiedade,
fazer paz com o passado sem perder o jeito.
Mas quem aprende a reger o próprio caos
descobre o mapa de todos os reinos,
cada gesto vira bússola,
cada silêncio, um caminho pleno.
E quando, enfim, acende-se o farol do equilíbrio,
o soberano interior sorri contente,
porque imperar sobre si, suave, valente,
é o maior império que existe na gente.