Bom dia que nasce risonho,
cheirando a terra molhada e aventura fresca.
Ali, no alto da jabuticabeira,
duas pequenas estrelas se equilibram
como quem escala o próprio sonho.
Os galhos viram brinquedo,
a fruta vira tesouro,
e o riso… ah, o riso!
Espalha-se feito passarinho solto,
voando entre folhas e travessuras.
Acordar com essa cena aqui no sítio é ganhar a vida de novo:
pé descalço, mãozinha roxa de suco doce,
olhos brilhando porque o mundo é agora,
e tudo cabe naquela colheita apressada.
É muita felicidade, daquelas que não se vende,
não se ensina, não se mede.
Só se vive.
E eu vivo.
Com o coração pendurado ali,
entre uma jabuticaba e outra,
celebrando o milagre simples
de começar o dia sorrindo.
Bom dia!