Acorda.
Antes que o despertador grite, o mundo já começou a correr.
E você? Vai caminhar? Vai esperar?
Ou vai, de uma vez por todas, voar?
“Carpe Diem”, sussurrou Horácio nos ouvidos de Roma.
Colha o dia.
Arranque da vida seu fruto mais maduro, mesmo que escorra nos dedos.
Mesmo que manche a roupa da rotina.
Não fomos feitos para assistir.
Fomos feitos para construir.
Inventar.
Errar.
E, no meio do caos, rir disso tudo com a boca suja de poesia e doce de leite.
Quem vive de passado é zé Bedeu.
Quem vive de futuro é Zé arruela.
Quem vive o presente... é perigoso.
Sim, perigoso. Porque quem vive o agora acorda o sistema.
Desprograma a máquina. Desafia os scripts.
E cria o próprio roteiro, fora do normal, como deve ser.
Os normais fazem planos para amanhã.
Os fora do normal fazem o agora se inclinar e acontecer.
Você ainda espera que um dia chegue?
Acorde: o tempo não tem planos pra você.
Você é o plano.
E cada segundo é uma chance de virar página, ou queimar o livro.
Plante coragem.
Colha o instante.
Beba o sol como se fosse o último gole.
E se o medo vier, abrace.
Medo também é termômetro de sonho.
O tempo não é moeda.
O tempo é semente.
E só floresce na palma de quem age.
Então, colha o dia. Mas não como quem colhe flores pra enfeitar a sala.
Colha o dia como quem cava a terra e planta um império.
Como quem beija de olhos fechados e assina um contrato com a própria essência.
Carpe Diem, meu jovem...
Não é frase de agenda.
É grito de guerra.
Grito de quem sabe que viver é ter coragem de existir com intenção.