Ai, ai, ai, ia...
Hoje acordei meio bobo, meio sábio, meio nada.
Com vontade de rir das chatices,
e de chorar das alegrias atrasadas.
Talvez feliz, talvez cansado,
mas ainda inteiro, remendado.
Trago no bolso um punhado de sonhos,
e no peito, uns ventos amarrados.
A vida me cutuca: —“anda logo!”
E eu respondo: —“calma, tô indo,
mas quero dançar no caminho.”
Porque às vezes ser bobo é sabedoria,
é rir sem motivo, é chorar poesia.
E seguir, tropeçando em esperanças,
com fé de que o riso cura a dor que cansa.
Ai, ai, ai, ia...
Talvez seja só mais um dia.
Mas é o meu presente, e nele, eu sigo...