Ele falava com trovões
e dormia cercado por sonhos elétricos.
O mundo queria lâmpadas,
ele oferecia relâmpagos.
Chamaram-no de louco,
porque não tinham dicionário
para traduzir o futuro.
Tesla não explicava.
Criava.
Não vendia promessas.
Encaixava o impossível em pequenos circuitos.
Enquanto outros disputavam aplausos,
ele conversava com bobinas,
construía torres para enviar energia ao céu
e esperava que o mundo pedisse desculpas.
Nunca pediu nada.
Exceto que o deixassem pensar em paz.
Hoje,
a cada tomada,
a cada campo magnético,
há um fio invisível conectando
o presente ao seu isolamento.
Tesla acendeu o mundo,
sem precisar de holofotes.