Antes que alguém dissesse que era bonita.
Congelou o segredo da vida
em um feixe de luz invisível.
Mas o crédito foi dado
a vozes mais barulhentas,
em salas onde ela não foi convidada
a ser brilhante.
O DNA se revelou diante dela,
como um segredo sussurrado apenas aos olhos
de quem não buscava glória.
Mas o silêncio veio rápido.
Veio com jalecos apertados em vaidades.
Rosalind nunca quis medalhas.
Quis clareza.
E a teve.
Agora, toda vez que um cientista
desenha aquela dupla hélice,
é o rastro do seu olhar
que traça as curvas do código da vida.