No meio da confusão dos dias,
onde o barulho engole a alma,
há um lugar silencioso
dentro de ti.
Chamam de autarkeia
não por isolamento,
mas por libertação.
Autossuficiência que dança
com a simplicidade e a coragem
de quem ousa ser inteiro.
Não é preciso seguir o fluxo
quando se pode criar o próprio rio.
Seja fora do normal,
diz a voz do livro esquecido na estante.
Desperte a Maga das Ideias,
o Bardo dos Sonhos,
o Tecno-Arqueiro que habita seu peito.
Lute com a espada da autenticidade
contra os dragões da rotina,
e as sombras da comparação.
Se os outros recuam,
avance com leveza.
Se o mundo desaba,
edifique-se por dentro.
Não é loucura querer sorrir
quando todos estão cinzentos.
É revolução.
Não é egoísmo se bastar,
é sabedoria dos que sabem
que a paz não vem de fora,
mas do gesto pequeno
feito com grandeza.
Do passo dado,
mesmo trêmulo,
na direção da própria verdade.
Que teus projetos sejam
mapas de possibilidades,
não grilhões de expectativas.
Que tua alegria seja desobediência
ao medo que disseram ser normal.
Empreenda-se. Reinvente-se. Renasça.
E quando perguntarem
por que você está sorrindo
em tempos tão sombrios,
responda:
"Porque habito um lugar onde
ninguém me falta.
Nem eu mesmo."