Textos
IA Quero que me prove!(resposta a um comentário do texto original)
Não escrevo em defesa de uma causa, tampouco para convencer, escrevo como parte de um processo: provocar, refletir, questionar o que nos parece comum ou intocável.
Sim, estamos em tempos de transformação. E, sinceramente, não vejo como falar sobre criação sem considerar o contexto em que ela acontece. Poderíamos até expandir esse debate e brincar com perguntas como: será que autores precisam informar quais ferramentas usam para escrever, pesquisar, revisar, apagar ou salvar seus textos? Google? Dicionários? Teclado mecânico ou caneta esferográfica?
O ponto aqui, no entanto, não é apenas a ferramenta. É a reação. Estava assistindo a uma roda de conversa entre autores, todos, sem exceções, se posicionaram contra o uso da IA. E confesso: imediatamente me perguntei... como assim?
Estamos presenciando uma mudança de era. Negar a existência, a utilidade e a permanência da Inteligência Artificial me soa como negar a ciência. É quase como ainda querer provar que a Terra é plana, uma defesa mais emocional do que racional.
Mas seguimos. Cada um vive esse processo de aprendizado e evolução à sua maneira. E é justamente isso que enriquece a caminhada.
No capítulo 8 do livro Seja Fora do Normal, lanço a pergunta:
“A criatividade de outras pessoas é motivo para você se sentir imobilizado?”
Ali, reflito sobre o quanto ganhamos quando nos aproximamos de pensamentos distintos, ideias ousadas, formas outras de inteligência. E por que não incluir a IA nesse grupo?
Não estou defendendo uma tese, apenas fazendo o que acredito ser urgente: questionar com abertura, caminhar com consciência e criar com coragem.
Que dessa troca surjam mais aprendizado, mais liberdade... e, quem sabe, mais felicidade também.
Ubuntu, waka, abraços e sorrisos 😃
Marcio Cerbella
Enviado por Marcio Cerbella em 07/09/2025
Alterado em 07/09/2025